Divina Notícia

Notícias de Rafael Caetano Gomes

Manso Preto critica nova Lei do Estatuto do Jornalista

“Não estou a ver como é possível fazer investigação em Portugal com uma lei destas. É completamente impossível”. Foi desta forma que o jornalista Manso Preto criticou a nova Lei do Estatuto do Jornalista, na I Conferência sobre Jornalismo de Investigação e Novos Media.

Em 2004, no seguimento do caso dos irmãos Pinto, Manso Preto foi o primeiro jornalista em Portugal a ser condenado por se ter recusado a violar o sigilo profissional e não ter revelado as suas fontes.

Manso Preto dedicou grande parte da sua intervenção na conferência da passada sexta-feira ao papel e à importância das fontes no trabalho jornalístico. “Não pode haver investigação sem garantia das fontes de informação e as fontes de informação só o são enquanto nós [os jornalistas] as protegermos”, referiu o jornalista. “Se denunciamos essas fontes, as fontes secam e acaba-se o nosso trabalho”.

Recordando a sua condenação em 2004, o jornalista freelance referiu ainda que a parte positiva da sua acusação foi o facto de se ter demonstrado a importância do sigilo profissional e de a classe jornalística se ter unido na defesa dos seus direitos. “O sigilo profissional é uma questão de honra pela qual vale a pena ser preso”.

Num discurso marcado pela desmotivação em relação ao jornalismo, Manso Preto terminou referindo que “a liberdade é podermos escrever aquilo que alguns têm medo que se saiba”.

Novembro 10, 2008 - Publicado por | N Magazine

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